Jumento de 15 anos morre após carreata política em Divinolândia e caso causa revolta
Laudo veterinário aponta edema pulmonar agudo; animal teria sido pintado e exposto a fogos, buzinas e som alto durante o evento, segundo relatos.
Um jumento de 15 anos morreu depois de ser usado como atração em uma carreata política em Divinolândia (SP). O evento, em apoio ao ex-candidato à presidência Flávio Bolsonaro, aconteceu em 22 de outubro. A morte provocou indignação nas redes sociais e reacendeu o debate sobre o uso de animais em atos políticos.
Segundo relatos que circulam desde então, o bicho teve o corpo pintado e foi exposto a fogos de artifício, som alto e buzinas. Também teria sido conduzido por muito tempo no meio de veículos, de outros animais e de gente gritando.
O animal foi retirado do evento. Por volta das 19h30 do dia 28 de outubro, passou a apresentar tosse e cansaço. Morreu poucas horas depois.
O que diz o laudo
O laudo veterinário, emitido no dia seguinte, confirmou como causa da morte um edema pulmonar agudo. O documento cita a exposição à fumaça e a gases, o esforço físico intenso e o estresse elevado como possíveis fatores que desencadearam ou contribuíram para o quadro.
O jumento não tinha escoriações aparentes. Apresentava, porém, muita espuma branca nas mucosas do nariz e da boca, além de língua azulada. O veterinário descartou cólica. O laudo também explica que o edema pulmonar pode surgir até alguns dias depois do episódio de esforço e estresse.
Revolta e cobrança por punição
Internautas de várias cidades do Sul de Minas e do interior paulista compartilharam o caso e cobraram punição para os responsáveis. Grupos de proteção animal de outras localidades também se juntaram às denúncias.
Maus-tratos a animais são crime no Brasil, previstos na Lei de Crimes Ambientais, e também podem render punição administrativa. A matéria de origem não informa se já há investigação aberta ou quem seriam os responsáveis pelo animal no evento.
Com informações de Poços Já.


