Cachaça de Minas na mira: IMA faz blitzes e ações em todo o estado durante novembro
Circuito do Instituto Mineiro de Agropecuária mistura orientação e fiscalização para combater a informalidade e proteger quem consome a bebida.
Quem produz, vende, transporta ou bebe cachaça em Minas Gerais precisa ficar atento: durante todo o mês de novembro, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) realiza o 3º Circuito Mineiro da Cachaça Legal, com ações de orientação e fiscalização em todo o estado.
Minas é líder do setor. Segundo o Anuário da Cachaça 2026, o estado concentra cerca de 35% das cachaças registradas no país e tem o maior número de estabelecimentos produtores.
Blitzes, cursos e palestras
A programação inclui cursos, palestras, rodas de conversa, blitzes, entrevistas em rádios e podcasts. As atividades ficam a cargo das 21 Coordenadorias Regionais do IMA, com apoio de instituições públicas e privadas, como Emater-MG, Abrasel e Abrabe.
Na edição anterior, em setembro de 2025, o circuito alcançou 2,8 milhões de pessoas, segundo o instituto.
Quem produz precisa estar em dia
Para produzir, padronizar ou engarrafar cachaça e aguardente de cana, o estabelecimento deve ter registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O IMA orienta os responsáveis sobre a documentação exigida e sobre o uso do Sipeagro, sistema para pedir ou renovar o registro.
O trabalho também chega a comerciantes e transportadores, que recebem materiais informativos sobre a importância de lidar apenas com cachaça de origem regularizada.
A gerente do projeto, Tatiana Pinheiro, resume o espírito da campanha: “Educação e fiscalização caminham juntas.” De acordo com ela, proteger o consumidor e garantir tratamento igual a quem trabalha dentro da lei é dever do Estado.
Dica para o consumidor
Na hora da compra, a recomendação é levar apenas cachaça devidamente rotulada, com o número de registro do produto no Mapa. Isso garante mais segurança no consumo.
A campanha ganha reforço do reconhecimento recente. Em outubro, os modos de fazer cachaça de alambique foram declarados patrimônio cultural imaterial de Minas pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep).
Com informações de Agência Minas.


