Projeto na Câmara quer proteger abelhas nativas em praças e parques de Poços
Proposta do vereador Tiago Mafra prevê mapear ninhos, colocar placas educativas e criar jardins para polinizadores em áreas verdes da cidade.
Um projeto de lei na Câmara Municipal de Poços de Caldas quer criar regras para proteger as abelhas nativas e os polinizadores da cidade. A proposta é o Projeto de Lei nº 105/2026, do vereador Tiago Mafra (PT).
O texto prevê o mapeamento de espécies e ninhos em áreas verdes, a instalação de placas educativas e o incentivo ao plantio de vegetação que sirva de alimento e abrigo para esses insetos.
Ninhos devem ser preservados
Pela proposta, os ninhos de espécies nativas ficariam onde estão, a menos que ofereçam risco à população ou haja impedimento técnico justificado. Para as abelhas sem ferrão, a orientação é manter a colônia no local de origem sempre que isso for viável do ponto de vista técnico e ambiental.
Parques e praças na mira
O projeto cita cinco espaços públicos como prioritários:
• Parque José Affonso Junqueira;• praça Pedro Sanches;• área verde do Complexo da Thermas Antônio Carlos;• Parque Municipal Antônio Molinari;• Parque Ecológico Municipal, na zona sul.
As ações, porém, poderiam chegar a outras áreas públicas onde sejam encontrados ninhos ou haja condições favoráveis. Estão previstos jardins atrativos para polinizadores, palestras, oficinas, visitas orientadas, pesquisas e monitoramento das populações.
O município também poderia firmar parcerias com universidades, instituições de pesquisa, entidades da sociedade civil, associações de apicultores e meliponicultores e empresas interessadas em apoiar projetos socioambientais. Outra possibilidade é criar espaços demonstrativos para as abelhas sem ferrão, com jardins, painéis e áreas de observação.
A justificativa se apoia no projeto “Abelhas da Praça”, desenvolvido com estudos ligados ao IFSuldeMinas, campus Poços de Caldas, e à Unifal-MG. O levantamento identificou diferentes espécies de abelhas em áreas verdes do município.
Atenção: por enquanto, é só uma proposta. O texto traz diretrizes gerais e deixa para o Executivo definir como aplicar a lei. As ações dependeriam da disponibilidade administrativa e orçamentária da cidade e poderiam ser feitas aos poucos. Nada disso está em execução.
Com informações de Poços Já.


