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Política

Indústria mineira acende alerta: fim da escala 6×1 pode ameaçar empregos e encarecer produtos

Depois da aprovação da proposta no Senado, a FIEMG diz temer alta de custos, perda de competitividade e reflexos nos preços para o consumidor.

Por alberto 17/10/2026 às 08h44 Facebook X
Indústria mineira acende alerta: fim da escala 6×1 pode ameaçar empregos e encarecer produtos

A proposta que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal passou no Senado, e a indústria de Minas já soltou o alerta. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) diz que a mudança pode pesar no bolso de empresas, trabalhadores e consumidores, inclusive aqui em Poços.

Segundo a entidade, o impacto pode ser grande sobre os custos do trabalho, a competitividade das empresas e a manutenção dos empregos formais.

Documento entregue aos senadores

Antes da votação, realizada na semana passada, a FIEMG levou aos senadores um documento técnico com os riscos que enxerga na mudança. O material cita possíveis efeitos sobre o emprego formal, a segurança jurídica e os setores que dependem de muita mão de obra.

Custo da hora trabalhada

Para a Federação, reduzir a jornada sem diminuir os salários e sem ganho de produtividade encarece a hora trabalhada. Isso, segundo a entidade, pressiona as empresas e pode chegar ao consumidor na forma de produtos e serviços mais caros.

O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, critica o que considera um caráter eleitoreiro da proposta. Ele afirmou: “Não podemos tomar uma decisão dessa magnitude ignorando seus efeitos sobre emprego, renda e crescimento do país”.

Cada setor tem a sua realidade

A FIEMG também argumenta que um modelo rígido de jornada pode ignorar as particularidades de atividades como indústria, comércio, serviços e saúde. Para a entidade, as escalas devem levar em conta a rotina de cada setor, sem uma solução única para realidades diferentes.

A Federação defende ainda que a negociação coletiva continue sendo o principal instrumento para definir jornadas, e que acordos e convenções já fechados entre empresas e trabalhadores sejam preservados.

Agora, a entidade pede que as próximas etapas da tramitação sejam conduzidas com responsabilidade e diálogo, e diz que seguirá atuando pela segurança jurídica e pela preservação dos empregos formais.

Com informações de Poços Já.

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