Filhote de felino silvestre aparece na porta de casa em chácara de Santa Rita do Sapucaí
Suspeita é de que seja uma jaguatirica, mas a espécie ainda não foi confirmada. O bichinho de 360 gramas foi levado a uma clínica veterinária em Pouso Alegre.
Um filhote de felino silvestre foi resgatado em uma chácara de Santa Rita do Sapucaí (MG) e levado para uma clínica veterinária em Pouso Alegre. A principal suspeita é de que seja uma jaguatirica, mas a espécie ainda não foi confirmada.
O animal foi achado no sábado (17) pelo trabalhador rural Elieser Maximiano Moreira. Ele foi até a propriedade depois de uma chuva forte, para ver como estava uma área onde o trator tinha passado o arado para o plantio de milho.
Foi ali que ouviu um barulhinho. “Assim que a gente chegou, escutou um grunhidinho. Fomos procurar e, bem na porta da casa, tinha o filhotinho”, contou.
Dois dias esperando a mãe
O filhote estava molhado. Elieser secou o bichinho e o cobriu com um pano para mantê-lo aquecido. Depois, deixou o animal no local, na esperança de que a mãe voltasse para buscá-lo.
No dia seguinte, o filhote continuava sozinho. O trabalhador evitou fazer barulho e mexer na propriedade para não espantar a possível mãe. Nesta segunda-feira (19), como nada mudou, ele deu um pouco de leite diluído em água ao animal, que miava muito. Em seguida, chamou a Guarda Civil Municipal.
Jaguatirica ou gato-maracajá?
Na clínica, a veterinária Regina Sélia de Andrade avaliou o filhote. Ela considera que seja uma jaguatirica, mas lembra que o gato-maracajá também é possibilidade. Nessa fase, as características físicas são parecidas.
“Pelo tamanho dele, pela postura e pelas características, eu acredito que seja uma jaguatirica. Mas a gente ainda não consegue afirmar 100%”, explicou. Duas biólogas consultadas também apontaram a chance de ser uma jaguatirica.
O filhote pesa 360 gramas e tem cerca de duas semanas de vida, segundo a avaliação inicial. Chamaram a atenção da veterinária o tamanho do corpo, a cauda um pouco mais comprida e as patas traseiras mais desenvolvidas.
Como ele está
O animal está bem, com temperatura e batimentos normais, mas apresenta sinais leves de desidratação. Antes do atendimento, ele tinha tomado leite de vaca, que não é indicado para esse tipo de bicho. Agora, recebe leite específico.
O filhote ficará na clínica, com acompanhamento do peso, da hidratação e da adaptação à alimentação adequada. A confirmação da espécie vai depender do desenvolvimento do animal.
Com informações de g1 Sul de Minas.


