Servidor da Unifal relata assédio moral e MPT investiga caso em Alfenas
Analista de TI com 17 anos na universidade diz ter sido isolado e ficou com burnout. A Unifal afirma que respondeu a todas as manifestações dele.
A Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG), no Sul de Minas, está na mira do Ministério Público do Trabalho (MPT). O órgão investiga a denúncia de um servidor que diz ter sofrido assédio moral dentro da instituição. A universidade nega falhas e afirma que analisou e respondeu a tudo o que ele apresentou.
O caso veio à tona em reportagem exibida pelo EPTV 1 na quarta-feira (28). Depois da exibição, a Unifal divulgou uma nota assinada pelo reitor, Alessandro Antonio Costa Pereira.
Isolamento e burnout
O denunciante é analista de tecnologia da informação e trabalha há 17 anos na Unifal. Segundo ele, os episódios começaram em 2025 e seguiram em 2026.
Ele conta que foi isolado no trabalho, que e-mails ficavam sem resposta e que processos deixavam de ser encaminhados. Diz também que foi diagnosticado com síndrome de burnout, confirmada em perícia médica. Hoje, está afastado.
“Eu comecei a ser isolado, e-mails deixavam de ser respondidos, processos deixavam de ser encaminhados. Eu fui diagnosticado com Burnout. Foi muito difícil para mim”, afirmou.
O servidor diz que procurou a direção, a reitoria e os canais internos, mas não teve o acolhimento que esperava. Por isso, recorreu a órgãos externos e à Justiça Federal. Ele também afirma ter ouvido relatos de colegas em situações parecidas e defende protocolos melhores para tratar denúncias e saúde mental.
O que diz a universidade
Na nota, a Unifal afirma que todas as manifestações do servidor foram analisadas e respondidas, com os encaminhamentos cabíveis. A instituição lembra que tem uma política de prevenção ao assédio e à discriminação, aprovada em 2024 pelo Conselho Universitário.
Segundo a universidade, a participação em capacitações sobre o tema é exigida para progressão e promoção de servidores. Ela diz que o Ministério Público Federal reconheceu a medida como boa prática. A Unifal também mantém um grupo de acolhimento e orientação, o Gema, e indica a Ouvidoria, pela plataforma Fala.BR, para denúncias formais.
O MPT confirmou a investigação, mas informou que o procedimento está em andamento e não pode dar mais detalhes. O sindicato dos docentes da Unifal diz que os relatos de assédio aumentaram nos últimos três anos. Entre as queixas estão excessos de chefia e falhas no direito de defesa em processos administrativos.
Com informações de g1 Sul de Minas.


