Giro Cultural fecha temporada com congadas e música afro-brasileira de Poços de Caldas
Último episódio da 2ª temporada conta a história de uma família de congadeiros e de um músico poços-caldense que leva essas raízes para os palcos.
A segunda temporada do Giro Cultural – Conexões chega ao fim com um episódio dedicado às congadas, à fé popular e à música de raiz afro-brasileira de Poços de Caldas. O programa vai ao ar pela TV Poços e também pode ser visto no canal Giro Cultural, no YouTube.
O terceiro e último episódio reúne duas trajetórias ligadas à identidade cultural da cidade: a de Lilia Clementino e a do músico e compositor Di Rapha.
Quatro gerações de congadeiros
Lilia faz parte da quarta geração de uma família de congadeiros. Começou ainda criança nos cortejos, como barqueira, guiada pela avó, Orfelina da Conceição. Com o tempo, passou a espadista, a função de proteger a congada.
Ela também presidiu a Associação de Ternos de Congos e Caiapós de São Benedito e ajudou a organizar as atividades dos grupos de cultura popular do município.
Das congadas aos palcos
Di Rapha tem raízes familiares nas congadas e na história das escolas de samba de Poços. Foi diretor da Associação Afroancestral e participou do projeto Tributo aos Orixás.
Sua carreira foi além do Sul de Minas. Em São Paulo, dividiu o palco com nomes do samba e do pagode, como Salgadinho, Adriana Ribeiro, Doce Encontro e Arlindinho. Suas composições, gravadas por outros artistas, tocaram em rádios de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.
Tradição e vida cotidiana
Ao longo dos três episódios, a temporada passou pela Folia de Reis, pela Catira, pela viola caipira e pelo hip-hop, além das culturas afro-brasileiras. Para Beatriz Aquino, idealizadora e apresentadora, a arte é “uma coisa do povo, do humano”.
A temporada foi viabilizada pelo Edital de Incentivo à Cultura, da Secretaria Municipal de Cultura de Poços de Caldas, com incentivo cultural da Alcoa.
Com informações de Poços Já.


