Ataque hacker tira R$ 4,2 milhões de instituto de previdência de Machado
Dinheiro dos aposentados de Machado sumiu em 68 transferências para 47 contas. A Polícia Civil investiga o caso como furto mediante fraude.
O Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Machado (IPREM), no Sul de Minas, perdeu R$ 4,2 milhões em um ataque cibernético. A Polícia Civil investiga para onde foi o dinheiro. O caso acende um alerta para prefeituras e órgãos públicos de toda a região.
As transferências aconteceram nos dias 15 e 16 de outubro. Segundo a apuração inicial, foram 68 transferências para 47 contas diferentes. O delegado Pablo Ferreira explicou que o caso é tratado como furto mediante fraude. Os criminosos teriam usado o smurfing, técnica que espalha o dinheiro em vários valores menores para dificultar o rastreio.
Link falso pode ter aberto a porta
A suspeita é que um servidor tenha clicado em um link falso, ligado a uma suposta atualização de sistema bancário. Isso teria instalado um programa espião nos computadores do instituto. O programa seria capaz de captar tudo o que fosse digitado, inclusive senhas.
A polícia apreendeu os computadores, que foram enviados para perícia em Belo Horizonte.
Auditoria e Câmara
A Controladoria-Geral do Município abriu uma auditoria no IPREM. Uma comissão tem 30 dias para concluir o trabalho, e o prazo pode ser prorrogado. A meta é achar falhas administrativas, operacionais e de controle.
A Câmara Municipal também foi informada. Segundo o assessor jurídico do Legislativo, Lucas Alvim, a Casa deu orientações iniciais ao instituto sobre como tentar recuperar os recursos desviados.
Aposentados e pensionistas
O IPREM tem 176 aposentados e 11 pensionistas. Em nota nas redes sociais, o instituto garantiu que os benefícios serão pagos normalmente. A Prefeitura de Machado disse que colabora com as investigações e lembrou que o IPREM é uma autarquia fora da administração direta do município.
Para o coordenador do curso de Sistemas de Informação do Instituto Federal, Luciano Pereira de Carvalho, a defesa passa por capacitar os usuários e reforçar a autenticação. Ele destacou a verificação em duas etapas, para que o acesso não dependa de uma única pessoa.
Com informações de g1 Sul de Minas.

