Barulho de moto sem silencioso tira o sossego da zona sul e vereador cobra pulso firme
Marcos Sansão (PL) pede ao prefeito fiscalização urgente de motos com escapamento adulterado, com foco no Parque Esperança, onde moradores relatam corridas e ameaças.
Quem mora na zona sul de Poços de Caldas sabe: o fim de tarde virou sinônimo de barulho. O vereador Marcos Sansão (PL) protocolou na Câmara Municipal uma Indicação que pede ao prefeito fiscalização urgente de motos com escapamentos adulterados.
Segundo o documento, o pedido atende a “constantes reclamações de moradores”. O Parque Esperança aparece como o principal ponto do problema. Os relatos dizem que a situação piora todos os dias, entre 18h e 21h.
Corridas, manobras e ameaças
O problema vai além do ruído. A Indicação cita “corridas em vias públicas, manobras perigosas, como empinar motocicletas, excesso de velocidade e, em alguns casos, ameaças a moradores que reclamam da situação”.
O vereador afirma que o barulho excessivo prejudica o sossego público e pesa mais sobre idosos, crianças, doentes, pessoas com sensibilidade auditiva e animais. Para ele, a falta de fiscalização efetiva alimenta a “sensação de impunidade e de falta de controle”. Condutores, pedestres e outros usuários das vias também correm risco.
O que o vereador propõe
A Indicação pede que o Poder Público reforce a fiscalização nos locais e horários em que o problema é maior. A ação deve ser integrada entre os órgãos municipais competentes, a Guarda Civil Municipal e as demais autoridades responsáveis.
O texto também sugere que a prefeitura avalie a viabilidade jurídica de medidas administrativas voltadas a estabelecimentos comerciais e empresas que usam motocicletas no trabalho. A ideia é exigir regularidade dos veículos e cumprimento das normas de trânsito, sempre dentro da lei.
Na avaliação de Sansão, as medidas ajudariam a reduzir a poluição sonora, prevenir acidentes e combater práticas perigosas. Ele diz ainda que elas devolveriam a tranquilidade e a segurança aos moradores.
Por ser uma Indicação, o documento é um pedido ao Executivo e não obriga a prefeitura a agir. Cabe agora à administração municipal responder se vai atender ao pedido.
Com informações de Poços Já.


