Câmara cobra Paulo Ney: repasses a instituições estão atrasados há três meses em Poços
Moção de Apelo pede a regularização dos pagamentos e propõe antecipar a devolução de recursos do Legislativo para ajudar a quitar os débitos.
A Câmara Municipal de Poços de Caldas encaminhou ao prefeito Paulo Ney (PSD) uma Moção de Apelo para cobrar a regularização dos repasses atrasados às instituições que prestam serviços essenciais na cidade. Segundo o documento, os pagamentos estão atrasados há três meses.
De acordo com a moção, as entidades atuam nas áreas de assistência social, saúde e educação. Sem os recursos previstos, elas enfrentam dificuldades para manter as atividades.
Contas no vermelho e trabalhadores sem receber
O texto lista despesas comprometidas: aluguel, água, energia elétrica, telefone, internet, alimentação, materiais de higiene e manutenção.
O documento também relata problemas com os trabalhadores. Há salários atrasados ou pagos de forma parcelada, além de dificuldade para garantir benefícios e o custeio do deslocamento dos profissionais.
Quem pode ficar sem atendimento
A moção alerta que, se o atraso continuar, pode haver redução de vagas, suspensão de atividades e interrupção de atendimentos. Os serviços são voltados a crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, pessoas em situação de rua e outros grupos em situação de vulnerabilidade.
A proposta do Legislativo
Para reduzir o impacto, a Câmara sugere antecipar a devolução ao Executivo de recursos que o Legislativo não vai usar. A medida dependeria dos procedimentos legais e orçamentários necessários, para que o dinheiro fosse direcionado às demandas mais urgentes do município.
Segundo o documento, a presidência da Câmara e todos os vereadores já tinham manifestado disposição de colaborar financeiramente, por meio do Ofício de Gabinete Parlamentar nº 1069/2026. O Legislativo também se coloca à disposição para discutir com a prefeitura os caminhos administrativos, orçamentários e legais.
Ao final, a Câmara apela a Paulo Ney para que tome as providências necessárias à regularização dos repasses e aceite a proposta de cooperação financeira. O texto defende o diálogo entre os dois Poderes para garantir a continuidade dos serviços e evitar prejuízo a quem depende deles.
Com informações de Poços Já.


