Central Mineira ganha Câmara Técnica e define prioridades para turbinar o agro em Minas
Primeira reunião reuniu instituições públicas e privadas para tirar do papel um decreto do Governo de Minas voltado ao agronegócio da região Central do estado.
A região Central de Minas Gerais deu o primeiro passo para transformar potencial em resultado no campo. Na terça-feira (13/10), foi realizada a primeira reunião da Câmara Técnica da Central Mineira, que quer integrar parceiros, levantar demandas e definir ações para fortalecer a produção e a economia regional. O assunto interessa a todo o agro mineiro.
O movimento nasceu de estudos da Embrapa Milho e Sorgo. Os pesquisadores avaliaram fertilidade do solo, disponibilidade de água, relevo, logística e potencial tecnológico da região. A partir desse trabalho, o Governo de Minas publicou um decreto que prevê estratégias conjuntas para fortalecer as cadeias produtivas e ligar a produção rural à agroindústria.
O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, afirmou que a iniciativa entra em uma nova etapa. Segundo ele, a entidade vai liderar a Câmara Técnica e a meta é trazer novas oportunidades e produtos já no próximo ano.
O secretário de Estado de Agricultura, Thales Fernandes, disse que o grupo será o espaço para organizar a execução da política pública. “Vamos tirar o decreto do papel e colocar ele pra rodar junto com os parceiros”, declarou.
Grãos, frutas e café conilon
Segundo o secretário, a região pode fornecer matéria-prima para a fábrica de ração da Cooperativa Central dos Produtores Rurais (CCPR), em Curvelo. Também estão no radar a fruticultura e a cafeicultura de conilon, dentro de uma proposta de diversificar as atividades do campo.
Frederico Botelho, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Milho e Sorgo, afirmou que os estudos já apontam um grande potencial ainda adormecido na região, nos campos do solo, da água e da tecnologia. Segundo ele, a Embrapa vai aproximar o conhecimento científico das necessidades de quem produz.
O que ficou como prioridade
A reunião definiu frentes de trabalho para a Câmara Técnica: integração institucional, priorização de demandas, elaboração de um Plano de Desenvolvimento, condução de projetos estruturantes, geração de inteligência territorial e criação de unidades demonstrativas e de difusão.
Foram convidados órgãos e entidades como Seapa, Sede, Embrapa, BDMG, Codemge, AMM, CCPR, Sebrae Minas, Avimig, Asemg, Ocemg, VLI, Cemig, Sicoob Crediminas e Banco do Brasil.
Com informações de Poços Já.


