Família de pouso-alegrense presa na Tailândia faz vaquinha de R$ 6 mil para trazê-la de volta
Condenada por tráfico internacional de drogas, a jovem saiu da prisão após perdão real, mas não tinha dinheiro para a passagem de volta ao Brasil.
Sair da cadeia na Tailândia não significou voltar para casa. Uma jovem criada em Pouso Alegre, no Sul de Minas, condenada por tráfico internacional de drogas, ficou sem meios para pagar a passagem de volta ao Brasil. A família correu atrás e juntou cerca de R$ 6 mil com vaquinha e empréstimos, segundo a advogada Kaelly Cavoli Moreira.
Ela foi presa em 2022 e passou cerca de quatro anos e meio fora do país. Deixou a unidade prisional graças a um perdão real, benefício concedido pelas autoridades tailandesas. Antes de embarcar, ainda passou por um centro de detenção ligado à imigração, onde, de acordo com a advogada, viveu momentos de incerteza.
Passagem não era só questão de preço
Segundo a advogada, a compra do bilhete tinha exigências ligadas à companhia aérea e à data de embarque. A família também teria tido dificuldade para entender os procedimentos e seguir as orientações recebidas.
Antes da vaquinha, os parentes tentaram conseguir a passagem de graça pela Defensoria Pública da União (DPU). O pedido não avançou. A advogada afirma que eles tiveram dificuldade para obter orientação. O g1 procurou a DPU, mas não teve retorno até a última atualização da reportagem de origem.
O Ministério das Relações Exteriores informou, em nota, que a Embaixada do Brasil em Bangkok soube do caso em 2022 e prestou assistência consular. Segundo o órgão, isso incluiu visitas, pequenos auxílios materiais quando necessário e contato com as autoridades prisionais.
Como ela foi presa e condenada
A prisão aconteceu em 14 de fevereiro de 2022, no aeroporto de Bangkok. Segundo informações divulgadas na época, ela e outro brasileiro levavam cerca de 9 quilos de cocaína escondidos em três malas. Um terceiro suspeito foi detido horas depois com outros 6 quilos.
Em 8 de maio de 2022, a Justiça tailandesa a condenou a 9 anos e 6 meses de prisão. A pena acabou reduzida pela metade com sucessivos perdões reais coletivos. A advogada atribui isso ao bom comportamento dela na prisão. A Tailândia pode punir o tráfico de drogas até com pena de morte, dependendo do caso.
Recomeço em Pouso Alegre
A jovem chegou ao Brasil sozinha e sem pertences em 5 de setembro, dia em que completou 26 anos. A família a esperou no aeroporto. Segundo a advogada, ela já está trabalhando, mas ainda se reestrutura e deve retomar os estudos. Na prisão, aprendeu inglês e tailandês, o que pode ajudar na vida profissional. Ela preferiu não dar entrevista por enquanto.
Com informações de g1 Sul de Minas.


