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Lixo jogado em terreno: Poços tem 26 pontos críticos e 10 focos de dengue em 2026

Resposta da Prefeitura a requerimento na Câmara mostra milhares de notificações, quase metade das multas na dívida ativa e vigilância ainda em estudo.

Por alberto 20/10/2026 às 11h41 Facebook X
Lixo jogado em terreno: Poços tem 26 pontos críticos e 10 focos de dengue em 2026

O lixo jogado em terrenos e vias de Poços de Caldas virou problema de saúde pública. A Prefeitura identificou cerca de 26 pontos com descarte irregular recorrente na cidade. Em terrenos abandonados ou com acúmulo de resíduos, a Saúde achou 8 focos positivos do Aedes aegypti em 2025 e 10 em 2026.

Os dados constam em resposta da Secretaria de Serviços Públicos ao requerimento do vereador Wellington Guimarães (PSDB), que cobrou informações sobre a fiscalização de terrenos públicos e particulares abandonados ou usados como depósito clandestino de lixo.

Milhares de notificações, centenas de multas

Segundo o ofício do secretário Celso Donato, em 2025 e 2026 foram aproximadamente 4.365 notificações preliminares para limpeza de terrenos. Houve cerca de 680 autuações. Cada imóvel pode receber até três vistorias: a inicial, o acompanhamento do prazo e a conferência do cumprimento.

As multas somam aproximadamente R$ 361,4 mil. Foram arrecadados R$ 183.748,55. Outros R$ 177.716,51 estão na dívida ativa, quase metade do total. Esses valores se referem apenas a irregularidades de conservação em propriedades privadas.

Onde o problema aperta

A Prefeitura diz não ter um ranking de bairros, porque os registros são feitos ocorrência por ocorrência. O acompanhamento operacional, porém, aponta os locais de maior incidência. No Jardim Kennedy, aparecem as proximidades da praça Miguel Arcanjo, do Complexo de Piscinas, do CEI Maria Cláudia Prézia Machado e da estrada de acesso à rodovia do contorno. Há ainda um ponto perto da estrada para Furnas, na Vila Togni.

Quanto custa limpar tudo isso? Não dá para saber. A Secretaria informou que o serviço faz parte da programação geral de limpeza urbana, com equipes, veículos e contratos que atendem várias áreas ao mesmo tempo. Por isso, não existe valor discriminado no orçamento.

Vigilância ainda é só estudo

Hoje, o combate envolve vistorias, limpeza e recolhimento contínuo em áreas públicas, placas de conscientização e orientação à população. Quando o responsável é identificado, ele sofre as medidas administrativas cabíveis. Quando não é, a ocorrência segue para limpeza e destinação dos resíduos.

Sobre ampliar a vigilância nos pontos recorrentes, a Prefeitura conversa com a Secretaria de Segurança Pública. Entre as opções estão integrar os pontos ao sistema de monitoramento já existente, o que depende de viabilidade técnica, estrutural e orçamentária, e usar equipamentos móveis onde não houver infraestrutura. Por ora, não há prazo definido.

Com informações de Poços Já.

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