Mineira presa por tráfico na Tailândia volta ao Brasil e defesa dispara contra a Embaixada
Natural de Pouso Alegre, condenada a 9 anos e 6 meses por tráfico de cocaína, já está de volta ao país, segundo a advogada. O Itamaraty rebate.
Terminou o capítulo tailandês de um dos casos mais comentados do Sul de Minas. A mineira natural de Pouso Alegre, presa por tráfico internacional de drogas na Tailândia, voltou ao Brasil, segundo a advogada que cuida do caso, Kaelly Cavoli Moreira. A informação foi confirmada ao g1 nesta quarta-feira (14).
A data exata do retorno não foi divulgada. De acordo com a defesa, ela agora tenta recomeçar a vida ao lado da família. Durante o período na prisão, perdeu a mãe e o avô.
Defesa acusa a Embaixada de falhar
A advogada soltou o verbo contra o governo brasileiro. Disse que a equipe jurídica fez tudo o que podia, mas enfrentou “muitas dificuldades geradas pela própria embaixada brasileira”. Segundo ela, o órgão dificultou o acesso e falhou no suporte.
Em abril, a defesa já havia reclamado de falta de informações. Segundo a advogada, as chamadas de vídeo com a presa, antes intermediadas pela Embaixada, deixaram de acontecer. Isso afetou advogados e familiares.
O que diz o Itamaraty
Procurado, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a Embaixada do Brasil em Bangkok soube do caso em 2022 e prestou assistência consular. Disse ainda que sua atuação segue a legislação nacional e a internacional. Por privacidade, a pasta não detalha o atendimento a cada cidadão.
Relembre o caso
A prisão aconteceu em fevereiro de 2022, no aeroporto de Bangkok. Segundo as informações da época, ela estava com outro brasileiro, e os dois levavam 9 quilos de cocaína escondidos em compartimentos de três malas. Um terceiro suspeito foi detido horas depois, com mais 6 quilos da droga.
Em 8 de maio de 2022, a Justiça tailandesa a condenou a 9 anos e 6 meses de prisão. Depois, segundo a defesa, ela ganhou benefícios que reduziram a pena, entre eles o perdão da multa civil de 750 mil bahts, cerca de R$ 105 mil na cotação da época.
Com informações de g1 Sul de Minas.


