OMS cobra urgência em tratado mundial contra pandemias; ebola e hantavírus entram no alerta
Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde diz que surtos recentes mostram o risco de novas crises sanitárias, e as negociações em Genebra seguem até 13 de novembro.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a pressionar os países para fechar um tratado internacional contra futuras pandemias. O alerta foi feito nesta segunda-feira (2) e é um assunto que interessa a todo morador de Poços de Caldas e do Brasil, já que a covid-19 mostrou como uma crise sanitária atravessa fronteiras.
Quem fez o apelo foi o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Ele abriu, em Genebra, na Suíça, a nona reunião do Grupo de Trabalho Intergovernamental da OMS. Os encontros vão até 13 de novembro.
O que falta para o acordo valer
O tratado foi aprovado pelos países-membros em maio de 2025, mas ainda não pode entrar em vigor. Falta definir um anexo sobre o Sistema de Acesso a Patógenos e Compartilhamento de Benefícios, o chamado PABS.
Esse sistema vai fixar as regras para repartir amostras de agentes infecciosos com potencial de causar pandemias. Também vai definir como serão divididos os frutos dessas pesquisas, como vacinas, testes e tratamentos.
O impasse está na divergência entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, sobre como aplicar as regras e dividir os recursos.
Lições da covid-19 e novos surtos
Tedros lembrou que as vacinas contra a covid-19 foram criadas em tempo recorde. Mesmo assim, muitos países esperaram pelo acesso, enquanto outros garantiram estoques maiores do que precisavam. Para a OMS, essa desigualdade prolongou a pandemia, custou vidas e aumentou o risco de novas variantes.
O diretor-geral também citou como ameaças o surto de hantavírus em um navio de cruzeiro, em abril, que causou três mortes, e a epidemia de ebola na República Democrática do Congo.
Com o tratado, a OMS quer que os países compartilhem informações, recursos e tecnologias de saúde em emergências futuras, com acesso mais equilibrado a vacinas, medicamentos e diagnósticos.
Com informações de Onda Poços.


