Poços recebeu R$ 135 milhões da União em 2026; Saúde fica com a maior fatia
Relatório da Câmara dos Deputados mostra para onde foi o dinheiro de Brasília entre janeiro e setembro. Só o FPM passa de R$ 169 milhões.
Poços de Caldas recebeu R$ 135,1 milhões do Orçamento da União entre janeiro e setembro de 2026. O dinheiro é do contribuinte e vai para áreas que o poçoscaldense usa todo dia: saúde, assistência social, educação e cultura.
Os números constam em relatório da Câmara dos Deputados, com base no Siafi, o sistema de administração financeira do governo federal.
Saúde leva a maior parte
O Fundo Municipal de Saúde ficou com R$ 127,4 milhões nos nove primeiros meses do ano. Só em setembro, os pagamentos somaram R$ 11,2 milhões.
Desse total, R$ 69,1 milhões foram para procedimentos de média e alta complexidade. Outros R$ 12,5 milhões foram para o Piso de Atenção Primária à Saúde. Houve ainda R$ 10,7 milhões em assistência financeira complementar e R$ 6,7 milhões em transferências ligadas ao pagamento de vencimentos.
Assistência social, educação e cultura
O Fundo Municipal de Assistência Social recebeu R$ 2,08 milhões. Desse valor, R$ 1,78 milhão veio do Fundo Nacional de Assistência Social, e R$ 80 mil, do Fundo Nacional Antidrogas. O relatório cita ainda R$ 600 mil para estruturar a rede de serviços e fortalecer a gestão.
Para educação e cultura, foram R$ 5,6 milhões. O FNDE enviou R$ 4,4 milhões, sendo R$ 3,8 milhões para a merenda escolar (PNAE). Outros R$ 1,2 milhão vieram da Política Nacional Aldir Blanc, de fomento à cultura.
Transferências constitucionais passam de R$ 173 milhões
Em relatório separado, a Câmara registrou R$ 173,1 milhões em transferências constitucionais para a cidade no período. Em setembro foram R$ 17,4 milhões. O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) respondeu por R$ 169,2 milhões do acumulado, já com deduções e ajustes.
Também houve repasses da compensação pela exploração mineral, dos royalties de Itaipu, da produção de petróleo e do ITR.
Dinheiro grande exige fiscalização. Segundo a matéria de origem, o impacto real dos repasses depende de como os valores são aplicados e das necessidades de cada área. O morador pode cobrar que esse recurso vire atendimento e serviço de verdade.
Com informações de Poços Já.


