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Quarta-feira, 14 de outubro · 11:55 Poços de Caldas
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Política

Prefeitos de Minas ganham cadeira na transição do governo estadual, e a pauta é dinheiro

Presidente da AMM, Lucas Vieira, representa os 853 municípios na comissão de transição e quer levar à mesa o peso das contas do Estado sobre as prefeituras.

Por alberto 14/10/2026 às 11h22 Facebook X
Prefeitos de Minas ganham cadeira na transição do governo estadual, e a pauta é dinheiro
Imagem ilustrativa · Foto: Paul R. Burley / CC BY-SA 4.0 (Wikimedia Commons)

As prefeituras de Minas vão ter voz na montagem da nova gestão estadual. O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Iguatama, Lucas Vieira, integra a comissão de transição do Governo de Minas e representa os 853 municípios mineiros, entre eles Poços de Caldas.

O objetivo é claro: fazer com que as demandas de quem administra as cidades sejam consideradas no planejamento do próximo governo. Na prática, o que o Estado decide acaba refletindo no caixa e nos serviços locais.

A comissão será coordenada pelo vice-governador eleito, Luís Eduardo Falcão, que já presidiu a própria AMM. Os trabalhos envolvem levantamento de informações e discussão de temas estratégicos para a próxima administração.

O que a AMM quer levar para a mesa

Um dos principais pontos de atenção são as renúncias fiscais do Estado e seus efeitos sobre as receitas dos municípios. A entidade também quer discutir os custos que as prefeituras assumem para manter serviços e estruturas ligados ao Estado.

Segundo a AMM, esses temas pesam na capacidade das cidades de garantir serviços essenciais, principalmente em saúde, educação e infraestrutura. A entidade defende uma distribuição mais equilibrada de recursos e responsabilidades entre Estado e municípios.

Para Lucas Vieira, a vaga na comissão amplia a presença das cidades nas decisões do Governo de Minas. Ele afirmou: “Os municípios estão na linha de frente do atendimento à população e conhecem, na prática, os desafios e as necessidades de cada região.”

A AMM diz que vai contribuir tecnicamente com o diagnóstico da situação estadual e com propostas para a nova gestão. Agora, resta saber se o pedido dos prefeitos por mais equilíbrio vai sair do discurso e chegar ao orçamento.

Com informações de Poços Já.

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