Santa Casa de Poços usa simulador 3D para treinar anestesistas na raquianestesia
Médicos, acadêmicos e residentes puderam ver em tela, em três dimensões, o caminho da agulha durante a punção, em treinamento realizado nos dias 21 e 22 de setembro.
A Santa Casa de Poços de Caldas levou tecnologia de ponta para a formação de quem trabalha na anestesia. Nos dias 21 e 22 de setembro, o hospital promoveu um treinamento prático de raquianestesia com simulador 3D, voltado a médicos anestesistas, acadêmicos e residentes.
A atividade foi feita em parceria com a Recria – Relacionamento Cristália na Anestesiologia e com a Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos. O objetivo foi aperfeiçoar a técnica e ajudar os participantes a entender melhor as estruturas do corpo envolvidas no procedimento.
Como funciona o simulador
O equipamento usa um manequim e sensores. Em uma tela, aparecem imagens em três dimensões da anatomia e o trajeto da agulha durante a punção. Assim, quem treina relaciona o que sente com as mãos ao que está sendo representado.
Segundo o técnico nacional de simulação de raquianestesia Éder Leandrini, a tecnologia foi idealizada pela Cristália e desenvolvida por uma empresa canadense com experiência em simuladores de aviões e navios.
“O objetivo é orientar, treinar e demonstrar o que acontece internamente no dia a dia, buscando reduzir os riscos e os erros”, afirmou Éder.
Errar no simulador para acertar no paciente
A ideia de trazer o simulador partiu do contato de um representante da empresa. A farmacêutica do Centro Cirúrgico, Maiara Cristiane da Silva Santos, levou a proposta à equipe médica, que apontou o valor do treinamento para acadêmicos e residentes.
“Ali, eles têm a oportunidade de aprender com os erros e tentar novamente quantas vezes forem necessárias”, disse Maiara. Ela pretende articular novas edições para a chegada das próximas turmas de residentes.
O residente de Anestesiologia Leandro Vilela contou que, no campo cirúrgico, o profissional não tem a visão em 3D e precisa imaginar a anatomia pelo tato da agulha e pela palpação. No simulador, segundo ele, dá para enxergar as estruturas e entender melhor o direcionamento da agulha.
Com informações de Jornal Mantiqueira.


