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Cidade

Túmulo de suposta princesa russa em Poços de Caldas é restaurado e reabre o mistério

Grupo de amigos recuperou no Cemitério Municipal o túmulo ligado a Tamara Gagarin, apontada por muitos como Anastásia Romanov. Próxima homenagem já tem data.

Da Redação
Poços de Caldas · 02.nov.2026 às 06h02
Túmulo de suposta princesa russa em Poços de Caldas é restaurado e reabre o mistério

Um dos maiores enigmas de Poços de Caldas ganhou um capítulo novo. O túmulo ligado à suposta princesa russa Anastásia Romanov foi restaurado e reinaugurado na quarta-feira (28), no Cemitério Municipal.

A obra foi bancada pela iniciativa de um grupo de amigos conhecido como “velhinhos da Praça Pedro Sanches”. O jazigo guarda os restos mortais da condessa Alexandra Tatichev, que foi governanta de Tamara Gagarin, nome usado no Brasil pela mulher apontada como a princesa.

A história que passa de geração em geração

Conta-se que Tamara teria escapado do massacre da família imperial russa, em 1918, e se escondido no Brasil. Ela viveu em Poços de Caldas por pouco mais de 20 anos e deu aulas de inglês e francês. Morreu em 1965.

Desde então, a possível identidade dela desperta a curiosidade de moradores e visitantes.

Verdade ou lenda?

Não existe confirmação definitiva de que Tamara fosse mesmo Anastásia. Segundo o jornalista e pesquisador Roberto Teresiano, integrante do grupo, ela nunca assumiu publicamente essa identidade.

Mesmo assim, relatos de quem conviveu com ela dizem que Tamara mostrava fotos da família imperial e contava sobre uma fuga da Rússia com joias e suborno de seguranças. Para o pesquisador, o caso segue sem resposta: “Então, nós temos um enigma realmente em Poços de Caldas”.

Homenagem à vida, não só à morte

Teresiano afirmou que a ideia é valorizar a vida das pessoas que marcaram a cidade. Segundo ele, muita gente construiu seu patrimônio com o que aprendeu nas aulas de Tamara.

O grupo quer restaurar outros túmulos. A próxima ação está prevista para novembro e vai contemplar o túmulo de uma mulher escravizada. A proposta inclui também gente simples que foi importante para Poços. A meta é transformar o cemitério em espaço de memória, cultura e conhecimento sobre a história local.

Com informações de g1 Sul de Minas.

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