Vereadora cobra Prefeitura por 7,2 mil horas extras no DMAE de Poços de Caldas
Meiriele Maximino diz que o processo disciplinar mandou devolver só 8 horas e quer saber se tudo o que o Legislativo apontou foi checado.
A vereadora Meiriele Maximino (União) foi de novo à tribuna da Câmara de Poços de Caldas para cobrar explicações da Prefeitura sobre as horas extras pagas no DMAE, o Departamento Municipal de Água e Esgoto. O dinheiro é público, e quem paga a conta é o morador.
Segundo o levantamento apresentado pela parlamentar, o órgão registrou mais de 7.200 horas extras entre 2021 e agosto de 2026.
Ponto não bate
Os documentos vieram de um requerimento parlamentar. Eles mostram pagamentos de valores altos ao longo dos anos e apontam divergências nas folhas de frequência dos servidores envolvidos.
O que decidiu o processo interno
A cobrança se apoia na conclusão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), aberto para apurar as denúncias na autarquia. O relatório final previu a devolução de apenas oito horas extras. Aos investigados, aplicou suspensão de 30 dias sem remuneração.
Diante de um volume tão grande de horas, a vereadora questiona se o processo realmente checou todos os pontos levantados pela fiscalização da Câmara.
Cobrança depois da eleição
Para Meiriele, o fim do período eleitoral abre espaço para a administração municipal dar respostas objetivas sobre o caso. A vereadora afirmou que vai manter a fiscalização para garantir o uso correto do dinheiro público e acabar com as dúvidas sobre os registros de jornada no DMAE.
A matéria de origem não traz resposta da Prefeitura nem do DMAE sobre as cobranças.
Com informações de Jornal da Cidade.


