Viu fake news sobre a eleição? Veja como denunciar antes do 2º turno, dia 25
Alertas de desinformação eleitoral passaram de 16 mil desde agosto, e o ritmo disparou em outubro. Saiba como usar o canal da Justiça Eleitoral.
Quem mexe no celular durante a campanha já deve ter esbarrado em boato sobre urna, voto ou Justiça Eleitoral. Com o 2º turno marcado para 25 de outubro, o eleitor, inclusive o de Poços de Caldas, pode denunciar esse tipo de conteúdo por um canal oficial: o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral, o Siade.
O sistema recebe relatos da sociedade sobre conteúdos falsos, enganosos ou fora de contexto. Quando há necessidade, os casos são encaminhados às plataformas digitais. A denúncia pode ser feita de forma anônima.
Alertas dispararam em outubro
Desde 16 de agosto, quando começou a propaganda eleitoral para o 1º turno, o Siade recebeu 16.775 apontamentos. Entre 16 de agosto e 4 de outubro foram 3.729. De 5 a 14 de outubro, o número chegou a 13.046, cerca de 3,5 vezes mais.
Do primeiro período, 963 alertas foram tratados, ou seja, analisados e enviados às plataformas. No segundo, foram 1.216. Entre 5 e 14 de outubro, o tipo mais comum de denúncia foi a desinformação para impedir ou desestimular o voto, com 7.536 registros. Em seguida veio a que atinge a Justiça Eleitoral, com 3.706.
Como denunciar
Basta preencher o formulário na página do Siade. Quanto mais completa a denúncia, melhor para a análise. Informe:
– a plataforma em que o conteúdo apareceu, como Facebook, Instagram, TikTok ou WhatsApp;- o link exato da publicação, do vídeo ou da página;- se o conteúdo já foi analisado por alguma agência de checagem;- por que você considera o material falso ou enganoso;- uma captura de tela que permita entender a publicação.
O que vale denunciar
O Siade trata de ameaças à integridade das eleições. Entram na lista informações falsas sobre a segurança e o funcionamento das urnas, perfis que se passam por órgãos da Justiça Eleitoral e uso indevido do logo do órgão. Também entram tentativas de afastar o eleitor das urnas, dados errados sobre data, horário ou local de votação, disparos em massa de mensagens eleitorais pelo WhatsApp e ameaças a integrantes da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral.
O sistema não faz investigação. Se identifica uma possível violação, a equipe encaminha o caso à plataforma responsável. Havendo indício de crime ou de infração eleitoral, o caso também pode seguir para órgãos como o Ministério Público e a Polícia Federal. Denúncias fora do escopo, como as que envolvem candidaturas ou partidos, são arquivadas.
Siade ou Pardal?
Para propaganda irregular, o canal é outro: o aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral. Ele serve, por exemplo, para propaganda sem identificação, pesquisa eleitoral não registrada ou vídeo com conteúdo falso sobre candidatos. Dúvidas sobre urna, processo eleitoral ou páginas que imitam a Justiça Eleitoral vão para o Siade.
Com informações de Onda Poços.


