VR e VA mudam dia 7: cartão de qualquer operadora passa a valer em mais maquininhas
Novas regras do vale-refeição e do vale-alimentação começam em 7 de novembro, mas a mudança ainda esbarra em problemas técnicos e disputas na Justiça.
Quem recebe vale-refeição (VR) ou vale-alimentação (VA) precisa ficar atento: as novas regras dos cartões passam a valer a partir de 7 de novembro. A principal mudança é que cartões de operadoras diferentes poderão ser usados na mesma maquininha habilitada, sem equipamento exclusivo para cada empresa.
A mudança faz parte da atualização do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), definida em decreto assinado em novembro de 2025. A transição começou em maio e deve terminar neste mês. A ideia é ampliar o uso dos benefícios em restaurantes, supermercados e outros locais que vendem alimentos.
O que muda para o trabalhador
Na prática, o estabelecimento habilitado a receber VR ou VA deverá aceitar cartões de várias operadoras. As regras valem para benefícios ligados ao PAT, como os de Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile.
Atenção: nenhum comércio é obrigado a aceitar os benefícios. A regra vale apenas para quem já está habilitado a processar esse tipo de pagamento.
O valor do benefício não muda. As regras não aumentam nem reduzem o que a empresa paga ao funcionário. O VR segue para refeições prontas, e o VA para a compra de alimentos.
Taxas menores e repasse mais rápido
O comerciante também entra na conta. A regulamentação fixa três limites:
Taxa máxima de 3,6% cobrada do estabelecimento nas transações do PAT, tarifa de intercâmbio de até 2% e repasse em até 15 dias corridos. Antes, comerciantes reclamavam de taxas altas e de prazos que passavam de 30 dias.
Problemas no caminho
A Abrasel, associação de bares e restaurantes, afirma que os sistemas das operadoras e das empresas de maquininha ainda precisam de ajustes. Segundo a entidade, o canal usado para processar os pagamentos com vales ainda não funciona plenamente.
Há também disputa judicial. Empresas do setor contestam pontos do decreto, principalmente os limites de tarifas. Algumas conseguiram liminares provisórias, mas elas foram derrubadas depois. A ABBT, que reúne operadoras, alerta que a ampliação pode dificultar a fiscalização dos estabelecimentos.
Para o trabalhador, a expectativa é de mais opções na hora de pagar. Mas o uso efetivo vai depender da conclusão dos ajustes técnicos.
Com informações de Onda Poços.


