Quase R$ 16 milhões vão reformar laboratório que vigia a comida dos mineiros
Dinheiro do Acordo de Reparação do Rio Doce vai renovar o Laboratório de Química Agropecuária do IMA. As obras estão previstas para 2027 e devem durar dois anos.
O laboratório que está por trás do selo IMA nos produtos inspecionados em Minas Gerais vai passar por uma reforma de quase R$ 16 milhões. A obra no Laboratório de Química Agropecuária (LQA) deve ampliar a capacidade de análise da defesa sanitária em todo o estado.
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) celebrou a conquista na quarta-feira (21), em Contagem. O dinheiro vem do Acordo de Reparação do Rio Doce, firmado após o rompimento da Barragem de Fundão, da Samarco, em 2015. Os recursos já foram recebidos.
A empresa contratada já planeja a obra, que deve começar em 2027. A Secretaria de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) calcula dois anos de trabalho, com o prédio funcionando normalmente durante a reforma.
“Sem os laboratórios, a defesa agropecuária de Minas não teria chegado aonde chegou”
A frase é do secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes: “Sem os laboratórios, a defesa agropecuária de Minas não teria chegado aonde chegou, de forma alguma”. Para ele, o investimento vai trazer inovação, tecnologia e mais qualidade ao serviço.
A diretora-geral do IMA, Luiza de Castro, destacou o papel dos servidores. Segundo ela, o laboratório recebe amostras enviadas de unidades de todo o estado.
Mais de 11,7 mil amostras em sete meses
Entre janeiro e julho deste ano, os laboratórios do IMA analisaram mais de 11,7 mil amostras. Esse trabalho apoia a defesa sanitária animal e vegetal e a inspeção de produtos de origem animal.
A rede laboratorial também recebeu cerca de R$ 5 milhões do mesmo acordo, para equipamentos, insumos e manutenção. Outros R$ 7 milhões, aproximadamente, vêm do Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério Público de Minas Gerais. Esse valor financia equipamentos para identificar microrganismos e patógenos de difícil detecção em alimentos e ampliar o monitoramento de resíduos de agrotóxicos.
Desse total, R$ 1,9 milhão vai para o Laboratório de Análises de Bebidas, ligado ao LQA. Ele vai checar a conformidade sanitária das bebidas alcoólicas, identificar fraudes, adulterações e contaminantes e apoiar a fiscalização e a cadeia da cachaça.
Com informações de Agência Minas.


