Passos proíbe os ‘enforca-gatos’ em castrações de animais e multa clínica em R$ 2,5 mil
Lei sancionada vale para clínicas públicas e particulares. Caso da cadela Kiara, em Três Corações, reacendeu o debate sobre o material.
Passos, no Sul de Minas, passou a ter uma lei que proíbe o uso de abraçadeiras de nylon, os chamados “enforca-gatos”, em cirurgias de castração de animais domésticos. A norma já foi sancionada. Quem descumprir leva multa de R$ 2,5 mil.
A regra vale para clínicas públicas e privadas. Os estabelecimentos terão cerca de 90 dias para se adequar. O dinheiro das multas vai para o Fundo Municipal de Proteção Animal.
A lei determina o uso exclusivo de materiais considerados adequados para esse tipo de procedimento veterinário.
O caso que acendeu o alerta
A discussão ganhou força depois da morte da cadela Kiara, em Três Corações. Ela havia sido castrada pelo serviço municipal. O caso envolve a investigação do uso desse tipo de material durante a cirurgia.
O que dizem os especialistas
A médica veterinária Ana Flávia Silva dos Santos explicou que a abraçadeira de nylon não foi feita para essa finalidade e não é estéril. Segundo ela, o uso pode causar lesões em órgãos importantes do abdômen, inflamações, fístulas, sepse e até a morte do animal.
Ela contou que, em seis anos de profissão, viu um único caso. Uma cadela chegou à clínica com dor abdominal forte, líquido na barriga e infecção alta. Na cirurgia exploratória, a equipe encontrou três abraçadeiras dentro do abdômen.
A cadela se recuperou, mas, segundo a veterinária, o risco de morte era grande. A tutora não sabia do uso do material, e a castração tinha sido feita seis meses antes. O problema apareceu tarde, o que dificulta o diagnóstico.
A veterinária também orienta que os tutores escolham com cuidado a clínica onde os animais serão atendidos.
Com informações de g1 Sul de Minas.


