Sarna humana: CEI de Poços de Caldas tem 9 casos e volta às aulas após desinfecção
Vigilância Epidemiológica confirma sete crianças e dois adultos com escabiose no CEI Acalanto-Anexo; secretário diz que ainda não há epidemia na rede municipal.
Pais e responsáveis de Poços de Caldas ficaram em alerta: a Vigilância Epidemiológica confirmou nove casos de escabiose, a sarna humana, ligados ao CEI Acalanto-Anexo. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, a unidade passou por desinfecção e voltou às aulas presenciais na segunda-feira (26).
Dos nove casos notificados até agora, sete são de crianças e dois são de adultos. Quem apresentou sintomas foi orientado a ficar em casa até se recuperar.
O secretário de Educação, Marcus Lemos, explicou por que as aulas voltaram. Segundo ele, não é possível barrar o acesso à escola de crianças que não têm sintoma nenhum.
Lemos afirmou que a doença tem aparecido em várias regiões do país e que qualquer lugar pode ser ponto de contágio, como a casa, a igreja ou o supermercado. Ele também pediu a colaboração das famílias. O ácaro passa por roupas e cobertas, e, se esses itens chegarem à escola sem lavagem correta, o ciclo de transmissão continua.
Sobre o tamanho do problema, o secretário comparou os casos com o total de alunos. A rede municipal tem 18 mil estudantes, e, nas palavras dele, o cenário “não se configura uma epidemia ainda”. A situação segue em acompanhamento.
Como funciona o aviso às autoridades
Pelo fluxo divulgado pela Secretaria de Educação, cada unidade escolar reúne as informações sobre casos suspeitos ou confirmados e envia ao gabinete da secretaria. A secretaria centraliza os dados e comunica oficialmente a Vigilância Epidemiológica, que avalia o caso e orienta sobre prevenção e controle. A identidade de crianças, profissionais e famílias é preservada.
O que é a escabiose
É uma doença de pele causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei e muito contagiosa. A transmissão acontece pelo contato direto com a pele de quem está infectado ou por objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e cobertores.
O sintoma típico é coceira intensa, principalmente à noite, acompanhada de lesões na pele. O tratamento usa medicamentos específicos e exige higiene reforçada, com lavagem de roupas e roupas de cama em água quente.
Com informações de Poços Já.


