Operação ‘Força Oculta’ mira fraudes em contratos de limpeza pública no Sul de Minas
MPMG cumpre 24 mandados em Pouso Alegre, São Gonçalo do Sapucaí, Gonçalves e Varginha. Prejuízo em uma das cidades é estimado em R$ 4 milhões.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi às ruas na manhã desta quarta-feira (28) contra um suposto esquema de corrupção e fraude em contratos de limpeza pública em prefeituras do Sul de Minas. A ação, batizada de ‘Força Oculta’, cumpre 24 mandados em quatro cidades: Pouso Alegre, São Gonçalo do Sapucaí, Gonçalves e Varginha.
Segundo o MPMG, são 20 mandados de busca e apreensão e três de afastamento cautelar de funções públicas. Há ainda um mandado de prisão preventiva, que seguia em cumprimento até o fechamento da divulgação original.
O que os investigadores apuram
A investigação mira uma suposta organização criminosa ligada a corrupção, fraudes em licitações e irregularidades em contratos de limpeza urbana em cidades de Minas e de São Paulo.
De acordo com as apurações, um grupo empresarial do setor teria oferecido vantagens indevidas a agentes públicos municipais. O objetivo seria conseguir benefícios em contratos de coleta de resíduos sólidos, transporte e destinação final em aterros sanitários, além de locação de caminhões.
Prejuízo de R$ 4 milhões
Os investigadores também veem indícios de superfaturamento nos contratos fechados depois das contratações. Só nos contratos analisados em São Gonçalo do Sapucaí, o prejuízo estimado aos cofres públicos, entre dezembro de 2021 e abril de 2026, é de cerca de R$ 4 milhões.
O caso começou a ser apurado em 2023, a partir de uma investigação do Ministério Público de São Paulo. A operação envolve a Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária Criminal, a 5ª Promotoria de Justiça de Pouso Alegre, a Coordenadoria Regional de Defesa do Patrimônio Público do Sul de Minas e o Gaeco de Pouso Alegre, com apoio das Polícias Militar e Civil.
O MPMG marcou coletiva de imprensa para as 11h, quando devem sair mais detalhes. Até lá, vale lembrar: os alvos são investigados e, por ora, não há condenação.
Com informações de Terra do Mandu.


