Sarna em creche do Centro de Poços: vereador faz 11 perguntas à Prefeitura e cobra respostas
Requerimento de Tiago Mafra questiona critérios de afastamento, comunicação aos servidores e a dedetização no CEI Acalanto Anexo, onde houve quatro casos.
A sarna humana em uma creche do Centro de Poços de Caldas virou cobrança na Câmara. O vereador Tiago Mafra (PT) protocolou um requerimento com 11 perguntas para a Prefeitura sobre os casos de escabiose no CEI Municipal Acalanto – Anexo, na rua Paraná.
Segundo o documento, a Secretaria Municipal de Educação suspendeu as atividades com os alunos entre os dias 21 e 23 de outubro. A medida veio depois da identificação de quatro casos: três crianças e um servidor adulto.
Afastamento desigual?
O gabinete do vereador diz ter recebido relatos de profissionais e de pessoas da comunidade escolar. Segundo eles, crianças de algumas turmas teriam sido dispensadas, enquanto outras continuaram frequentando a mesma unidade. Isso levanta dúvidas sobre os critérios usados no afastamento.
Outro relato é de uma funcionária que procurou atendimento médico com sintomas suspeitos. Por conta própria, ela afirma não ter recebido confirmação de diagnóstico nem atestado de afastamento.
O próprio requerimento faz uma ressalva: esses relatos ainda precisam de esclarecimento oficial e não permitem concluir que houve irregularidade nem apontar culpados. Os casos na unidade também não provam que o contágio aconteceu dentro da escola.
Dedetização e protocolos
Uma das perguntas é se a dedetização prevista para o dia 22 de outubro foi recomendada pela Vigilância Sanitária ou Epidemiológica como medida contra a escabiose, e com base em quais fundamentos técnicos.
O vereador também quer saber:
• quantos casos suspeitos e confirmados existem, entre crianças e profissionais;• quando a direção da unidade e a Secretaria de Educação souberam dos primeiros casos;• se a Vigilância Epidemiológica foi comunicada e o que orientou;• como as famílias foram avisadas;• quais critérios sanitários vão liberar a volta das aulas presenciais;• se há casos em outras unidades da rede municipal.
Mafra pede ainda que a privacidade de crianças, famílias e servidores seja preservada, para evitar exposição e estigma. Segundo ele, o objetivo é garantir informação adequada à comunidade escolar e condições seguras para as atividades.
Com informações de Poços Já.


