Sarna humana: 11 cidades do Sul de Minas, Poços incluída, têm ocorrências
Poços de Caldas está na lista de cidades com sarna humana, a notícia mais lida da semana na região. Túmulo ligado a Anastásia Romanov também chamou atenção.
A sarna humana acendeu o alerta no Sul de Minas. Dados da Secretaria de Estado de Saúde e de prefeituras mostram ocorrências de escabiose em pelo menos 11 cidades, entre elas Poços de Caldas. O assunto foi o mais lido da semana no g1 Sul de Minas.
Alfenas lidera os casos
Segundo os dados, Alfenas tem 332 casos confirmados, Andradas tem 47 e Paraguaçu, 34. Também aparecem na lista Campos Gerais, Lavras, Machado, Luminárias, São Lourenço, Caldas e Turvolândia.
A escabiose não exige notificação individual obrigatória. Já os surtos ligados a escolas ou outros locais de convivência devem ser comunicados às autoridades de saúde. Em Turvolândia, os casos levaram à suspensão temporária das atividades de um centro municipal de educação infantil.
Como evitar
A doença é causada por um ácaro. Ele sobrevive poucos dias fora do corpo, mas pode ficar em tecidos e estofados. Os especialistas recomendam lavar roupas e roupas de cama com água quente ou passar ferro, para eliminar o parasita.
O epidemiologista Sinézio Inácio da Silva Junior, da Unifal-MG, afirma que a circulação de pessoas pelo transporte intermunicipal pode ajudar a explicar o avanço da doença.
Mistério de Anastásia volta à tona
Em segundo lugar entre as mais lidas ficou a história do túmulo da condessa Alexandra Tatichev, em Poços de Caldas. O monumento foi restaurado pelos “velhinhos da Praça Pedro Sanches”. Ela era governanta de Tamara Gagarin, professora de inglês e francês que viveu mais de 20 anos na cidade. Segundo relatos, Tamara poderia ser a princesa russa Anastásia Romanov. A identidade dela nunca foi comprovada.
O grupo quer recuperar outros túmulos de personagens da história do município, inclusive o de uma mulher escravizada. A ideia é transformar o cemitério em espaço de memória e cultura.
Fechando o ranking, um teiú, lagarto que não é venenoso nem considerado perigoso, virou atração ao passar horas em um muro em Luminárias. Em caso de risco ou ferimentos, a orientação é acionar a Polícia Ambiental.
Com informações de g1 Sul de Minas.


